Galeria dos vencedores

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Juliana Rabelo
(categoria CONTO, 2020)

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Juliana Rabelo nasceu Flor em uma minúscula comunidade hippie no interior do Rio de Janeiro, em 4 de junho de 1977. Um pouco depois de um ano de idade foi com seus pais e seu irmão morar em Moçambique, onde ficaram por três anos. A África a marcou e a influência de várias formas, especialmente na sua relação de amor pelas cores. Assim como a sua origem nordestina, baseada no sertão paraibano e na alegria da capital pernambucana. 
Descobriu logo cedo o amor pela literatura, sendo Cecilia Meirelles e Gabriel Garcia Marques “amigos” frequentes em seu caminho. Profissional polivalente, se dedica ao trabalho com gestão de políticas públicas, a literatura e as artes plásticas. Seu primeiro romance, “Elas e o Rio”, foi publicado em 2019 pela Editora Viseu. “DESCARREGO” é o seu segundo romance, inspirado nas experiências vividas durante o seu trabalho junto ao governo federal, numa pequena homenagem ao seu amor pelo Brasil. “DESCARREGO” será publicado pela Editora Chiado BOOKS, em 2021. No momento Juliana se dedica a dois projetos. Escreve o seu terceiro livro, intitulado “TEMPERE A GOSTO”, um romance ambientado em tempos de pandemia global e isolamento, e participa de diversas antologias de contos, a serem publicadas em 2021.

Sebastião Burnay
(categoria POEMA, 2020)

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Sebastião Burnay é um poeta, músico e advogado português, nascido em 1991 em Lisboa, criado e amadurecido nessa cidade. Foi desde pequeno, no colégio espanhol, que sentiu que havia uma vozinha dentro de si que nunca se calava: veio a descobrir que era poesia que queria ser escrita a todo o momento. Todas as suas obras são, por ora, inéditas: um livro de poemas da infância e adolescência; um livro de poemas intitulado “Encontros com o mar e o Universo”; e um outro, muito recente, intitulado “Cancioneiro Atlântico”. Apaixonado pela lusofonia, por África, pelo Brasil, a sua maior influência literária é sem dúvida o mar: é da prática de surf, da vela, e dos passeios pelas egrégias praias portuguesas que obteve e obtém toda a sua inspiração, a ligação à Eternidade e o sentido profético que deve presidir a toda poesia verdadeira. As suas maiores inspirações humanas são, principalmente, a eternidade de Federico Garcia Lorca (o maior poeta de todos os tempos), a feminilidade de Sophia de Mello Breyner Andersen, a liberdade de Walt Whitman, a sinceridade de Vinicius de Moraes. Aguarda uma exposição dos seus poemas que irá acontecer em espaço público em Lisboa, em 2021, assim como uma oportunidade para editar e publicar a sua obra poética. Prepara ainda um romance. Para além da vertente lírica e prosaica stricto sensu, é também cantautor, com mais de 40 canções escritas e um disco gravado e de publicação muito em breve. O objectivo da sua vida é fazer tudo quanto está ao seu alcance para não ser absorvido pela turbamulta do consumismo, da indiferença, do solipsismo, do egocentrismo, do sucesso como missão meramente individual, e outrossim ajudar os artistas amadores a viverem dignamente. Desde Janeiro de 2021, vive Timor Lorosae, como advogado. 

Gabriel Figueiraes
(categoria CONTO, 2021)

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Apresentação duma figa:

Meditando na raiz duma figueira, o figo — de tão maduro — presenteou-se as mãos…


(Cá estou: Gabriel Figueiraes. Em documento, brasileiro; mas fruto de Pindorama. Em 2002, brotei azedo na selva-de-concreto paulistana. Apenas para amadurecer — em meio à ferida aberta da pandemia — com ferventes paixões à leitura e escrita: fosse prosa, verso, drama ou delírios disformes. Seguem minhas obras publicadas: "Flor de Caipora", ganhador do Prêmio Pena de Ouro; "Espelho D'Água" e "Relatório da Remoção", Revisto Uso, #5 e #6; "A Atrocidade", Revista Uso Digital; "A Onda", Off-FLIP; "Gato Preto", Jornal Prédio 3 e Epopéia Podcast; e "A Tentação das Jabuticabas", em coletânea de contos da Alemack.)

Reflito na dificuldade de uma apresentação que mergulhe além da superfície: Que há de ser eu? Ilusão duma figa!

Encaro o figo endedilhado, questiono: sou gente ou sou figo? A vontade mordisca melada. Arde docemente ser triturado pelas mandíbulas dentadas. Repartido aberto, lambido, chupado: delícia… Engolido: paz. 

Desinteriorizadas, peles dissolvem. Qual limite? Só há um: sou somos. Habitamos.

Saul Cabral Gomes Júnior
(categoria POEMA, 2021)

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Nasceu em Belém (PA), no dia 21 de maio de 1980; reside em São Paulo desde março de 2002. Aos quinze anos, escreveu os seus primeiros poemas e contos. Quando estava cursando Letras, aos dezoito anos, obteve o 4º lugar no Concurso Nacional de Contos “Cidade de Araçatuba”. Desde então, dedica-se regularmente à conciliação de duas paixões: a escrita literária e a produção acadêmica.

Graduou-se em Letras (Licenciatura em Português e Inglês) pela Universidade da Amazônia (2001). Possui mestrado (2006) e doutorado (2011) em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. A produção do ensaio O romance regionalista: do panorama ao perfil lhe valeu o prêmio “Carlos Nascimento”, concedido pela Academia Paraense de Letras em 2002. No ano seguinte, foi-lhe atribuída menção honrosa no IX Concurso Nacional de Poesia “Menotti Del Picchia”. Em 2004, teve uma poesia classificada no VIII Prêmio Escriba de Poesia. Em 2020, publicou o livro Entre a História e o discurso: olhares sobre a obra de Gladstone Chaves de Melo (Editora Appris). Nesse mesmo ano, obteve o 11° lugar no Concurso Literário de Poemas da Revista Projeto Autoestima e o 1° lugar no Concurso Poético “Tendência”. Em 2021, foi contemplado com o 4° lugar no XXIX Prêmio Moutonnée de Poesia. Alguns de seus poemas foram acolhidos pelas seguintes revistas literárias: Entreverbo, Suplemento Acre, Toma Aí Um Poema, Tamarina, Cultural Traços, LiteraLivre, Revista D-Arte, Ecos da Palavra, Sucuru, Revista Inversos, Conexão Literatura, Voo Livre, Revista da Academia de Letras de Aracaju e Torquato. Alguns de seus ensaios habitam as páginas da Revista Trama e do Jornal Relevo. Participou de três antologias poéticas publicadas pela Editora Psiu: Corações inquietos, Encantos de Natal e Retalhos. Contribuiu com o verbete “Vaidade” para o Dicionário do Profundo (Ao Vento Editorial). Tem concentrado suas atividades de ensino e de pesquisa nos seguintes âmbitos: investigações historiográficas e discursivas dirigidas ao português do Brasil; estudos acerca do texto oral; vinculações entre Sociolinguística e ensino de Língua Portuguesa; reflexões sobre o livro didático de Português.