"SUPER POST" 2: categoria CONTO! Relembre os contistas SEMIFINALISTAS do Pena de Ouro de 2020!

Atualizado: Ago 1



Caros amigos,


hoje vamos relembrar aqueles que figuraram entre os SEMIFINALISTAS na categoria CONTO da primeira edição do nosso querido Prémio Internacional Pena de Ouro, realizada no ANO PASSADO (2020). Divirtam-se!



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ALUÍSIO RIBEIRO ROLAND NETO



Serei breve, e talvez, com empenho, alcance o exigido caráter de texto biográfico. Vamos lá!


Sou paraense de Altamira, 45 anos, comerciante. Num lance de sorte, Deus me presenteou com a mãe que tenho; e assim tudo começou.


Primeiro sentei para ouvir histórias (sempre as ouço e as leio incansavelmente e por elas sou apaixonado!). Também minha mãe foi quem tratou de ensinar a mim e a meus irmãos os rudimentos da língua: as vogais, o alfabeto, histórias várias e fantásticas saídas do contato de uma vida com o encantador e vasto folclore paraense. Ensinou-nos ainda algumas musiquinhas que eram aos montes espalhadas nos antigos jardins de infância. Ela conhecia todas! Não sei como.


Uma tia deu-me o primeiro livro: O Príncipe Valente; dele extraí a vida. Durante a leitura, minha alma se encheu; chorei. Descobri que podia viajar pra onde quisesse sem usar qualquer meio de transporte; pra fora ou pra dentro de mim. Fiquei maravilhado! Tinha por volta dos oito anos; não pude mais parar.


Os textos vieram abraçados à leitura; incontáveis, irrefreáveis. Fatias mínimas do cotidiano: um grito dum ambulante, a morte de um jagunço, um barco com defeito. Tudo escorrega pro papel, pro ecrã.


Maior conquista na literatura? Minha mãe.


Realizações literárias? Comecei no dia em que inscrevi o meu “Adão e Eva” no Pena de Ouro. Essa foi a primeira vez que mostrei um texto meu a uma qualificada avaliação crítica. Gostei. E continuarei.


Não vivo das letras, absolutamente; mas as letras vivem em mim.



AMÉRICO DE OLIVEIRA CARDOSO



Meu nome é Américo de Oliveira Cardoso. Tenho 56 anos, mestre em educação, professor e psicólogo escolar com carreira de já 30 anos.


A arte literária encontra-se entranhada em toda minha formação.


Meu repertório é bastante diversificado e sinto pelos autores que partilharam minha jornada uma delicada admiração, preferindo, portanto, não citar, pois assim cuido de não cometer qualquer falta.


Para mim, texto bom é aquele que não cumpre a ideia difundida de viajar para outro mundo, outro tempo, outra realidade. Ao contrário, é da vida aqui desse mundo mesmo que sempre me interessa a elucidação das linhas, palavra a palavra, complexa relação de pertencimento.


Leitura de mundo precedendo a leitura da palavra.


Leitura da palavra ampliando a leitura de mundo.



ANA PAULA BRANDÃO



Brasileira, nascida no Rio de Janeiro, psicóloga, psicanalista, mestre em psicologia clínica e especialista em psicologia hospitalar. Diversos artigos publicados em revistas conceituadas no campo da psicanálise. Nos últimos três anos retomando o hábito de escrever pelo prazer de dizer o que pensa e o que sente, como gostava de fazer na infância e na adolescência, quando saiu vencedora de alguns concursos de redação na escola que frequentava. Atualmente escreve poesia, prosa poética e mini crônicas. Seu primeiro conto saiu semifinalista no concurso Prémio Internacional Pena de Ouro, o que considerou uma vitória e motivou-a a escrever outros contos. Como costuma contar aos amigos: “Escrevo para dizer-me toda... em terceira pessoa”.



CADU MOTTA



Cadu Motta nasceu em 17 de agosto de 1979 no Rio de Janeiro. É jornalista, professor, escritor, roteirista e músico.

Leitor aficionado desde a infância, entre seus autores favoritos, destacam-se Fiódor Dostoiévski, Nelson Rodrigues, Jorge Luis Borges, Charles Bukowski, Franz Kafka e Fernando Pessoa.

Na área acadêmica, tem mestrado e doutorado em Literatura, com especialização em literaturas brasileira, russa e comparada, além das conexões com outros campos, como a Filosofia, a Psicologia e a Mística. Atualmente, leciona em instituições como a PUC-Rio, o Centro Dom Vital e a Casa do Saber.

Como escritor, dedica-se, há duas décadas, à elaboração de contos, crônicas, poemas e roteiros cinematográficos. Nesse ínterim, conquistou o terceiro lugar no Concurso Paulo Henriques Britto, organizado pelo departamento de Letras da PUC-Rio em 2009, com o conto Brincadeira, publicado posteriormente no Jornal Plástico Bolha. Também participou do Concurso Nacional de Novos Poetas, organizado pela Vivara Editora Nacional em 2020, e teve publicado o seu poema Rá-Tim-Bum.



CINCINATO PALMAS AZEVEDO



"NATO" AZEVEDO (Cincinato Palmas Azevedo) é carioca de 1952, compositor e escritor, estando em 18 antologias nacionais e com mais de 300 textos em jornais literários de 9 Estados.


EDUARDO SILVA LEROY



O internacionalmente desconhecido, nunca premiado Eduardo Leroy, quando não está negando ser parente de um magnata das construções, escreve estorinhas ridículas sobre chatolinos, megeras e outras crias do diabo. Dormente de dia, acordado à noite, foi demitido de tantos empregos temporários ruins que ganhou o apelido "faz-nada". Começou cursos de graduação em quatro áreas de especialização diferentes apenas para descobrir qual detestava mais. Autodidata por vocação, ensinou a si mesmo a respirar, a andar e a digitar — não necessariamente nessa ordem. Por não ser cego, surdo ou mudo, tem uma vasta experiência em olhar, ouvir e falar. Acredita que esteja destinado a vender paçoca nos ônibus da capital de Minas, mas ainda tem a esperança de que alguém algum dia o tire da rua e o pague para fazer o que ele faz de melhor: contar lorota.



ERNESTO VERAS



Ernesto Veras é professor de português, inglês e literatura, tradutor e pensador. Foi noviço interno no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Atuou por mais de 40 anos na ONG Iniciativas de Mudança, tendo participado de congressos e conferências em diversos países. Liderou a tradução para inglês do "Guia Conciso de Autores Brasileiros", editado pela Fundação Biblioteca Nacional (2002). Dentre seus trabalhos como romancista destacam-se as obras "Congenesis", “Onde Se Acumulam os Medos” e "Portas Fechadas". Publicou em 2019 o livro de contos “Domingo Sombrio e Outras Histórias”. Compilou o dicionário "TOTFinder – Traducetur Omnium Translation Finder". Foi professor e coordenador de cursos de tradutores e intérpretes em diversas instituições, como Universidade Católica de Petrópolis, Universidade Estácio de Sá e Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi professor substituto de língua inglesa na Universidade Veiga de Almeida (Campus Miguel Pereira). Seu romance de estreia, "Congenesis", foi convidado a participar da Segunda Festa Literária de Armação dos Búzios, tendo sido muito aclamado. Em vista do grande interesse pelo enredo do romance, foi desafiado a escrever uma continuação. Embora o romance “Onde Se Acumulam os Medos” não tenha sido concebido para ser a continuação de "Congenesis", ele acabou sendo.



FERNANDA BITTAR FREDERICO GOMES



Fernanda Bittar, contista, nascida em Juiz de Fora. Escreveu seu primeiro livro infantil em 2017, Maria Borboleta e suas aventuras. Em 2018, O Vale das Corujas e em 2019, seu primeiro livro dedicado ao público adulto, Contos do Avesso. Autora independente. Reside na França.



GISELA BIACCHI EMANUELLI



Gaúcha de Santa Maria-RS, Brasil, concorreu ao Prémio Pena de Ouro e sagrou-se semifinalista com o conto O Lobo Interior. A história classificada compõe o livro de sua autoria Contos de Fome e de Sangue, pela Ed. Novo Século/SP, onde explora o universo fantástico de personagens sinistros em uma abordagem estranhamente verossímil. Essa obra inclui seleção musical para embalar os textos, imagens contextuais e Roteiros Técnicos para novos cineastas, que em conjunto proporcionam experiência sensorial intensa e inovadora para o leitor. Participa de obras coletâneas, como a Antologia Vampírica pela Ed. Círculo Soturnos/RJ, cujo tema é o universo gótico de vampiros. Já pela Ed. Immortal/RS, participa das Antologias Mombé-Urã, onde faz uma releitura de lendas brasileiras, e SALIGIA, que trabalha os sete pecados capitais e escreve sobre a Gula. Por fim, participa da Antologia Piores Medos pela Ed. Dark Books/SP, escrevendo sobre medos profundos que nos assolam. Suas influências essenciais são o sentimentalismo romântico, spleen e a poesia simbolista brasileira. Autores como Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Bram Stoker, Charles Baudelaire, Edgar Allan Poe e Lord Byron pavimentaram sua trilha. Seu trabalho pode ser acompanhado no canal @contos_de_fome_e_de_sangue no Instagram, onde também divulga lançamentos, entrevistas e inspirações. Formada em Direito e Mestre em Integração Latino-Americana pela Universidade Federal de Santa Maria. Pós-graduada em Defesa Nacional pela Escola Superior de Guerra. Autora de diversos artigos jurídicos no Brasil e no exterior. É servidora pública federal na Agência Nacional de Aviação Civil em Brasília.



HELTON TIMOTEO DA SILVA



Helton Timoteo nasceu no Rio de Janeiro. Professor de Língua Portuguesa, Produção Textual e Literatura, no Ensino Médio, e de Linguística, no Ensino Superior. Militar reformado da Aeronáutica. É Especialista em Teoria da Literatura/Produção Textual e Mestre em Linguística Aplicada (UERJ). Publicou os livros de poemas Réquiem para Lavine (2015), Maçã Atirada sem Força (2017), ambos pela Editora Penalux, e o romance A Canção de Variata (2020), pela Biblioteca Pública do Paraná. Seu livro Última Flor (poemas) será publicado no 1º trimestre de 2021 pela Editora Penalux. Venceu o Prêmio Nacional de Contos Eróticos (Revista Ele/Ela), em 1999, com o conto Uma Temporada no Céu. Foi um dos vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura, para autores dos países lusófonos, com o poema Medo da Morte, e do XV Prêmio Literário da Fundação CEPERJ, com o conto Os Olhos do Poeta, ambos em 2014. Foi um dos vencedores do Prêmio da Biblioteca Digital do Paraná, na categoria romance, com o livro A Canção de Variata, em 2020. É detentor também de outros prêmios literários (conto, crônica e poesia).



HILDA CHIQUETTI BAUMANN



HILDA CHIQUETTI BAUMANN, artista plástica, geógrafa, escritora, poeta brasileira.

Livros: - Dormentes da Saudade, 2015, 3 de Maio, poesia, (Prêmio Talentos Helvéticos–Brasileiros 2018) - Caminho dos Anjos, 2017, (bilingue), 3 de Maio - Pérolas Azuis, 2018, Helvetia, poesia - O Outro Lado das Coisas, 2018, Helvetia, poesia - Sou Poeta, e Pronto!, 2019, Helvetia, poesia - Nozes Mágicas, 2017, 3 de Maio, (conto infantil, coautora e ilustradora).


Antologias/coletâneas: - A Vida em Poesia II, III e IV, dos Festivais de Poesia de Lisboa 2017, 2018 e 2019, Helvetia –Faz de Conto III / Make Believe III (bilingue), 2018, Helvetia – Faz de Conto IV, 2020, Helvetia – Feins ton Conte IV, 2020, Helvetia – Tributo ao Sertão, 2018, Helvetia – As Cartas que não Escrevi, 2019, Helvetia – Paraty, 2019, Gaya – Versos Delas para Elas, 2020, E&P – Poesia Agora outono 2018, Trevo - Cartas paraVocê, 2019, ACLAS – Poesias Sem Fronteiras, 2019, Sucesso – Diálogos, 2019, Gaya – Poesia Agora inverno 2019, Trevo Poesia Agora primavera 2019, Trevo – Vozes do Vento, 2020, Gaya – R-Existir, 2020, Helvetia.



JANAÍNA DIDIO MICHALSKI



Janaína Didio Michalski é jornalista, escritora, multiartista e produtora cultural. Na juventude estudou artes cênicas e trabalhou em trupes de circo e de teatro na rua. Em 2008, junto com Márcio Vassallo, adaptou para o teatro A princesa Tiana e o sapo Gazé (Brinque Book).

Em 2012, em parceria com MC Marechal, criou o Projeto Livrar, de distribuição de livros nos shows do rapper. No mesmo ano, as fotos das páginas da sua instalação livro-livre “não duvide:” espalhadas pelas ruas do Rio de Janeiro, alcançaram milhares de visualizações na internet. Entre 2013 e 2014, foi uma das articuladoras do Ocupa Lapa, no Rio de Janeiro: 12 horas de ocupação em praça pública de artistas de todas as artes, uma vez por mês. Também participou do Festival Arte Pública, sob direção de Amir Haddad. Seu texto “Estamos na rua por que...” se transformou no manifesto das duas ações. Para a ação Juventude Marcada para Viver, da ONG Observatório de Favelas, criou a instalação livro-livre “A não-história do menino”.

Tem publicados os livros: A Princesa Acelerada/2016, Franco Editora; Céu de Fundo do Mar e outras memórias/2015, Ed. Autêntica (prêmio Bolsa Funarte de Criação Literária 2010 do Governo Federal, selecionado para o Catálogo FNLIJ de Bologna/2016); e Onde o Sol não Alcança/2009, Ed. Nova Fronteira (Prêmio Cutia 2009/Top 10 do grupo Roedores de Livros). Seu conto “Princesa Descombinada”/2009 integrou a revista Princesas Africanas/Leituras Compartilhadas da ONG Leia Brasil.

Em 2017, cursou a tradicional Oficina de Criação Literária do professor Luiz Antônio de Assis Brasil, na PUC/RS.



JOÃO LUCAS VIEIRA NOGUEIRA



Nascido no nordeste do Brasil, cresceu e viveu em Fortaleza, Ceará. Filho de sertanejos, descendente de sefarditas imigrantes, carrega consigo a saudade e o desejo vindos desse antepassado mestiço e que continua na espera e na busca de chuva no sertão. João Lucas é arquiteto e urbanista de formação, saído da Universidade Federal do Ceará. Poeta, contista e falador de vocação. Tem o desenho, a escrita e a fala como forma de expressão de sua alma inquieta. Fez mestrado em Belas Artes na Universidade Complutense de Madrid e doutorado em Semiótica na PUC de São Paulo. Feito da mistura de afeto e de alegria, possui uma alma buliçosa e um coração de passarinho. Atualmente, dedica seus dias a escrever, falar e estudar sobre a cultura, a mestiçagem e a saudade no sertão. Foi no concurso Pena de Ouro a primeira vez que tornou público algo de suas escrituras.



JOAREZ TORRES DANIEL



Joarez Torres Daniel nasceu em Pequeri, MG.


Em 1982 fixou-se em Cons. Lafaiete, MG, onde reside e atua como empresário.


Em 2019 lançou: O CAPITÃO DAS SESMARIA E O PORCO-DIABO, livro sendo preparado para a terceira tiragem e pelo qual recebeu moção de aplausos conferida pela Câmara Municipal de sua terra natal.


Com o conto: O PISTOLEIRO, O CACHORRO E A CORUJA, obteve o quarto lugar no concurso internacional prêmio Cons. Lafaiete de 2019, e com o conto: O VINGADOR, obteve a quinta colocação no mesmo certame de 2020.


Com O PISTOLEIRO, O CACHORRO E A CORUJA, ficou classificado como semifinalista no concurso Pena de Ouro de 2020.



LÍVIA PETRY JAHN



Lívia Petry Jahn nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, a dez de Novembro de 1971. É Pós-Doutora em Literaturas Lusófonas pela UFRGS/ CAPES. Desde 2005 exerce o ofício de contadora de histórias. Tem diversos livros publicados: O Exílio das Palavras, poesia, Editora AGE, 2001; Flores da cor da Terra, contos, Editora Nova Prova, 2009; As Aventuras do Menino Anjo, com ilustrações de Zoravia Bettiol, Editora Nova Prova, 2010; Sobre Livros e Silêncios, terror/ suspense, Chiado Editora, 2015; De Amor e de Sombras, contos, Editora Kazuá, 2020; Para Ferir o Silêncio / Para Herir el Silencio, livro bilíngue de poesias com tradução ao espanhol por Kleber Valenti Schenk, Editora Kazuá, 2020; Desparto e outros contos, livro-homenagem à memória de Denise de Albuquerque Petry, mãe da autora, Editora Exclamação, 2020.


Lívia também teve as seguintes premiações: 1º lugar no concurso de poesias Mário Quintana (UFRGS/ 2006); 1º lugar no concurso de contos Caio Fernando Abreu (UFRGS/ 2007); 2º lugar no concurso de poesias Lilla Ripoll (Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul / 2008); 1º lugar no concurso de poesias Studio Clio (2010); Menção Honrosa no concurso de contos UFRGS / AGES, (2011); 1º lugar no concurso de contos Nikkei Bungaku (São Paulo, 2015); 1º lugar no concurso Pássaro de Poesias (Editora Kazuá, 2016); 1º lugar no concurso de contos de Gravatal (2018).