PENA DE OURO
7ª edição (2026)

O Pena de Ouro é o maior e mais tradicional evento literário da Casa Brasileira de Livros: trata-se de uma grande celebração do nosso espírito lusófono. Realizado desde 2020, ele tem sido uma forma efetiva de reconhecer talentos, de congregar pessoas de toda a lusofonia e de registrar, publicar e divulgar a produção literária de autores contemporâneos.
Todos os anos, o livro dos seus finalistas do evento é publicado, brindando os leitores com o melhor da literatura para todos os gostos. Inicialmente se tratando de uma reunião de contos e poemas, desde 2024 o evento também contempla o brasileiríssimo gênero da crônica.
A partir de 2026, todas as inscrições serão realizadas no Portal da Casa, o novo ambiente da Casa Brasileira de Livros para os seus eventos literários. Saiba mais sobre o evento logo abaixo!

Todas as informações da 7ª edição (2026):
R$ 120.000,00
aos finalistas!

— Além da remuneração em dinheiro, o primeiro colocado de cada categoria receberá um troféu de aço em formato exclusivo com detalhe banhado a ouro.
1° colocado (categoria CONTO):
1° colocado (categoria POEMA):
1° colocado (categoria CRÔNICA):
R$ 18.000,00
R$ 18.000,00
R$ 18.000,00
2° colocado (categoria CONTO):
R$ 10.000,00
2° colocado (categoria POEMA):
R$ 10.000,00
2° colocado (categoria CRÔNICA):
R$ 10.000,00
3° colocado (categoria CONTO):
R$ 6.500,00
3° colocado (categoria POEMA):
R$ 6.500,00
3° colocado (categoria CRÔNICA):
R$ 6.500,00
FINALISTAS restantes (dois por categoria):
R$ 2.750,00
cada um
O troféu
— Único. Especialmente concebido para o evento.

Um troféu especial será concedido ao vencedor (1° lugar) de cada categoria. Concebido especialmente para o Pena de Ouro, ele tem cerca de 25 cm de altura, é feito de aço cortado a laser e possui detalhe banhado a ouro.

Jurados internacionais
— Uma exclusividade do Prémio Internacional Pena de Ouro.

Para dar o veredicto aos contos, poemas e crônicas finalistas, um time internacional de jurados foi convidado. Toda a lusofonia está representada: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.











Ricardo Movits (Brasil)

Ricardo Movits é artista plástico, poeta, compositor, escritor e cineasta. Aos sete anos, começou a fazer os primeiros desenhos e a estudar piano clássico. Seu primeiro prêmio de pintura veio aos nove anos de idade, ao lado de grandes nomes da pintura brasileira no “III Salão da Inconfidência”, realizado em Brasília, em 1974, onde recebeu o primeiro lugar em desenho. Formado em Letras e Tradução (Literatura Inglesa e Portuguesa), Latim e Espanhol pelo CEUB, Movits é membro da Academia Maçônica de Letras, ocupando a cadeira número 18 e, em seu primeiro livro intitulado “Ponte Para o Invisível”, de 1987, realizou, também, a capa e ilustrações.
No campo da música, Ricardo Movits foi o precursor do estilo “New Age” no Brasil, ao lado do músico americano Paul Alan Hallstein, nos anos 80. Movits & Hallstein foram os únicos músicos brasileiros, fora da comunidade britânica, convidados pela Gaia Foundation, de Londres, a participar da rede internacional de concertos denominada The Gaia Spring Concerts Network, onde lançaram o disco “Nova Era”, de 1990, com o show “Concerto da Nova Era” realizado na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. No campo do cinema e da televisão, Ricardo Movits trabalhou no mercado de pós-produção em Los Angeles durante 10 anos com os principais estúdios cinematográficos, como, por exemplo, Walt Disney Studios, Paramount Pictures, Warner Bros., Universal Studios, HBO, Discovery Channel, Discovery Kids, Sony Pictures, TNT, Cartoon Network, CNN, Univision, 20th Century Fox, New Line Cinema, MGM, entre outros.
Movits morou durante 2 anos em Barcelona, Espanha, se especializando em pintura e restauração na Escola Massana de Artes e já realizou mais de 500 exposições no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Seus quadros fazem parte de vários acervos, incluindo Palácio de Buckingham (Londres, Reino Unido), NASA (São Francisco, Estados Unidos), William S. Hart Museum (Santa Clarita, Estados Unidos), Pacific Design Center (Los Angeles, Estados Unidos), AIDA (Barcelona, Espanha), Museu de Arte de Brasília (Brasília, Brasil), Museu da Casa Brasileira (São Paulo, Brasil), Legião da Boa Vontade (São Paulo, Brasil), Palácio da Cultura (Rio de Janeiro, Brasil), Congresso Nacional (Brasília, Brasil), entre outros.


Filipa Fonseca Silva (Portugal)

Filipa Fonseca Silva nasceu no Barreiro, Portugal, em 1979.
Licenciada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica, preferiu a propaganda ao jornalismo, tendo trabalhado como redatora publicitária até 2017. Em 2011, iniciou a sua carreira literária com “Os 30 – Nada é como Sonhámos”, cuja versão inglesa fez com que se tornasse a única autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon. Desde então, publicou mais seis romances, dois livros de humor e inúmeras crónicas, contos e ensaios. Alguns dos seus livros estão traduzidos em várias línguas e em adaptação para cinema. “O Elevador” foi finalista do Livro do Ano Bertrand 2022 e “E Se Eu Morrer Amanhã?” foi finalista do Livro do Ano Bertrand 2023. Este último foi publicado no Brasil em 2025.
Em Março de 2023, fundou o Clube das Mulheres Escritoras, uma plataforma de apoio mútuo entre autoras, com o objetivo de promover e celebrar a Literatura Portuguesa escrita por mulheres. Gosta de escrever sobre pessoas comuns e criar histórias que captem o quotidiano contemporâneo, explorando ao mesmo tempo dilemas intemporais.


Yao Feng
(Macau)

Yao Feng (pseudônimo de Yao Jingming) é poeta, tradutor, artista, curador e professor catedrático na Universidade de Macau. Já publicou mais de vinte livros — de poesia, crônica e ensaio — em chinês e em português, sendo um caso único entre poetas chineses a produzir poesia diretamente em português. Também é um dos principais tradutores entre esses dois idiomas, já tendo traduzido poemas de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Camilo Pessanha, Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen para o chinês, além de ter participado de importantes traduções do chinês para o português, como a do livro “Não acredito no eco dos trovões” (2022), de Bei Dao. Ganhou oito prêmios de poesia e de ensaio na China, em Taiwan e em Macau, e, em 2006, foi agraciado pelo Estado português com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Como artista, participou em várias exposições coletivas e realizou duas exposições individuais. Como curador, participa frequentemente na organização de exposições para artistas, tendo, inclusive, participado, como um dos curadores, da Bienal de Arte de Macau (2021).

Tony Tcheka (Guiné-Bissau)

Tony Tcheka (pseudónimo de António Soares Lopes Júnior) é escritor, poeta e jornalista, sendo uma das grandes referências na literatura de Guiné-Bissau. Já publicou livros como “Noites de Insónia na Terra Adormecida”, “Desesperança no Chão de Medo e Dor” e “Guiné: Sabura Que Dói”, além de ter coordenado antologias. Teve sua obra reconhecida em vários prémios e honrarias, como o “Diploma de Mérito com Estatueta”, o “Diploma de Mérito Grau de Engenheiro de Almas” e o “Prémio da Lusofonia”.
Foi um dos fundadores da Associação de Escritores da Guiné-Bissau (AEGUI) e também contribuiu para a criação da União de Artistas e Escritores da Guiné-Bissau (UNAE). Na carreira jornalística, foi diretor da RDN – Rádio Nacional da Guiné-Bissau e do Jornal “Nô Pintcha”, onde criou o suplemento cultural e literário “Bantabá”. Também trabalhou para a BBC, a Voz da América, a Voz da Alemanha, a Tanjug, como correspondente e analista, e, em Portugal, para o Público, a antiga ANOP, RTP – África e TSF.


Álvaro Taruma (Moçambique)

Álvaro Fausto Taruma é poeta, contista e cronista, possuindo um estilo que consegue mesclar e confundir esses géneros. Membro do Movimento Literário Kuphaluxa, é uma das novas vozes da poesia moçambicana, tendo publicado vários textos em jornais, revistas e outros espaços ligados à Literatura. É formado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Pedagógica, de Maputo. Publicou os livros “Para uma Cartografia da Noite” (2016), “Matéria para um grito” (2018), “Animais do Ocaso” (2021), “Recolher Obrigatório do Coração” (2022) e “Criação do Fogo” (2024), tendo vencido, com “Matéria para um grito”, a 9ª edição do Prémio BCI de Literatura, o mais disputado prémio de literatura moçambicana, ex aequo com o renomado poeta Armando Artur. Também foi um dos finalistas, com menção honrosa, no Prémio 10 de Novembro, com o livro “A Migração das Árvores”.


Vera Duarte
(Cabo Verde)

Vera Duarte Lobo de Pina, desembargadora, poeta e ficcionista, formada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, membro das Academias Caboverdiana de Letras, de Ciências de Lisboa e Gloriense de Letras, é investigadora correspondente do Centro de Humanidades/CHAM da Universidade Nova de Lisboa.
Foi Ministra de Educação e Ensino Superior, Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania, Conselheira do Presidente da República e Juíza Conselheira do Supremo Tribunal de Justiça. Integrou organizações como Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, Comissão Internacional de Juristas, Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, Associação de Mulheres Juristas e Federação Internacional de Mulheres de Carreira Jurídica.
Foi condecorada pelo Presidente da República com a Medalha da Ordem do Vulcão (2010); pelo Governo de Cabo Verde com a Medalha de Mérito Cultural (2005); recebeu os prémios Norte-Sul de Direitos Humanos do Conselho da Europa (1995); Tchicaya U Tam’si de Poésie Africaine (2001); Sonangol de Literatura (2004); e Prémio Femina para mulheres notáveis (2020).
Publicou Amanhã Amadrugada (Poesia, 1993); O Arquipélago da Paixão (Poesia, 2001); A Candidata (Ficção, 2004); Preces e Súplicas ou os Cânticos da Desesperança (Poesia, 2005); Construindo a Utopia (Ensaios, 2007); Ejercicios poéticos (Poemas em Espanhol e Francês, 2010); A Palavra e os Dias (Crónicas, 2013); A Matriarca – uma estória de mestiçagens (Romance, 2017); De Risos & Lágrimas (Poesia, 2018); Reinvenção do mar (Antologia poética, 2018); Cabo Verde: Um roteiro sentimental: Viajando pelas ilhas da Sodad, do Sol e da Morabeza (Prosa, 2019); Naranjas en el Mar (Antologia poética bilíngue, 2020); Contos Crepusculares – Metamorfoses (Contos, 2020); Desassossegos & acalantos (Microcontos, 2021); Vénus crioula (Romance, 2021); e, pela Casa Brasileira de Livros, Urdindo Palavras no Silêncio dos Dias (Poesia, 2024).

Orlando Piedade
(São Tomé e Príncipe)

Orlando Piedade vem se destacando na literatura santomense com os livros “O Amor Proibido” (2011), “Os Meninos Judeus Desterrados” (2014) e “Escravos e Homens Livres” (2018). Recebeu, em 2015, o prémio literário Francisco José Tenreiro, o maior galardão literário de seu país, por “Os Meninos Judeus Desterrados”, livro que tem, como pano de fundo, a história de duas mil crianças, com idades entre seis e oito anos, na maioria filhos de judeus castelhanos que fugiram à Inquisição no reino de Castela durante o reinado dos Reis Católicos.
Além de sua atividade no mundo das letras, Orlando Piedade é mestre em Engenharia Informática pelo Instituto Universitário de Lisboa e licenciado em Informática de Gestão pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.


Hirondina Joshua (Moçambique)

Hirondina Joshua (Maputo, 1987) é jurista, escritora e poeta moçambicana, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).
Desde 2016, vem publicando obras em prosa e poesia, distinguindo-se por uma escrita de natureza experimental, metafísica e profundamente poética. É autora de Os ângulos da casa (2016, poesia), Como um levita à sombra dos altares (2021, contos), A estranheza fora da página (com Ana Mafalda Leite; 2021, poesia), Córtex (2021, poesia) e Câmara de ar (2023, poesia).
Colabora regularmente com o jornal Notícias, onde publica textos semanais, e participa em encontros, feiras e festivais literários nacionais e internacionais. Integra igualmente projectos de escrita, edição e promoção literária, desenvolvidos tanto de forma individual como em parceria com outros autores e instituições, em contextos nacionais e internacionais.

Lukeno Alkatiri
(Timor-Leste)

Lukeno Alkatiri é uma prova viva de como os países lusófonos podem estar ligados na vida de uma pessoa, ainda que estejam separados por oceanos de distância e situados em continentes distintos. Timorense, porém nascido em Moçambique (onde viveu por 14 anos), Lukeno estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal, e, a partir de 2022, tornou-se jurado em um evento literário com sede no Brasil, representando o seu país. Além do português, Lukeno também domina o inglês e o tétum (uma das duas línguas oficiais de Timor-Leste). Seus autores favoritos são vários e de estilos e temas diferentes. Entre eles, dos que escrevem em Língua Portuguesa, estão o moçambicano Mia Couto, o angolano Pepetela e o português Saramago, único Nobel lusófono. Dos que escrevem em outras línguas, estão Franz Kafka e John Grisham.
Lukeno acredita que o papel da Língua Portuguesa em Timor-Leste é de extrema importância: “optou-se pela Língua Portuguesa como uma das línguas oficiais não apenas por motivos históricos, mas principalmente para se afirmar a identidade (social, geográfica e política), sendo Timor-Leste o único país na região do Sudeste Asiático e do Pacífico com esta característica. Ademais, integrando a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, cujos membros se encontram localizados em diferentes regiões, Timor-Leste se encontra ligado a todo o mundo e vice-versa”. Bachelor of Arts, com major em Sociologia na Universidade Nacional de Singapura e licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Lukeno também acredita que “o impacto de uma obra literária se encontra diretamente ligado ao contexto jurídico e sociológico em que a mesma, e/ou o leitor, se insere. A compreensão e interpretação do leitor estarão sempre influenciadas pelo que ele conhece, sejam regras sociais e/ou jurídicas. Sendo esse um dos motivos, salvo melhor opinião, pelos quais o impacto de uma obra literária pode refletir-se de várias formas em pessoas diferentes”.


Sebastião Burnay (Portugal)

Sebastião Burnay é um poeta, músico e advogado português, nascido em 1991 em Lisboa, criado e amadurecido nessa cidade. Foi desde pequeno, no colégio espanhol, que sentiu que havia uma vozinha dentro de si que nunca se calava: veio a descobrir que era poesia que queria ser escrita a todo o momento.
Em 2020, foi o 1º colocado do Pena de Ouro na categoria POEMA. Desde então, tornou-se um dos jurados internacionais dos textos finalistas do evento e teve dois livros de poemas e fotografias publicados pela Casa Brasileira de Livros — “Encontros com o mar e o Universo”, em 2021, e “Neon Timor” (em parceria com o fotógrafo Eko, de Timor-Leste), em 2023, ambos expostos em espaço público em Lisboa.
Apaixonado pela lusofonia, por África, pelo Brasil, a sua maior influência literária é sem dúvida o mar: é da prática de surf, da vela, e dos passeios pelas egrégias praias portuguesas que obteve e obtém toda a sua inspiração, a ligação à Eternidade e o sentido profético que deve presidir a toda poesia verdadeira. As suas maiores inspirações humanas são, principalmente, a eternidade de Federico García Lorca (o maior poeta de todos os tempos), a feminilidade de Sophia de Mello Breyner Andresen, a liberdade de Walt Whitman, a sinceridade de Vinicius de Moraes.
Para além da vertente lírica e prosaica stricto sensu, é também cantautor, com mais de 40 canções escritas e um disco gravado. O objectivo da sua vida é fazer tudo quanto está ao seu alcance para não ser absorvido pela turbamulta do consumismo, da indiferença, do solipsismo, do egocentrismo, do sucesso como missão meramente individual, e outrossim ajudar os artistas amadores a viverem dignamente.


Rosa Soares (Angola)

Rosa Soares, escritora angolana, formada em Cinema e Audiovisual, é autora de quatro obras literárias, sendo o romance “Flores não são para os mortos” o seu último lançamento. Por ter começado a sua carreira literária aos 17 anos de idade, em 2014, Rosa foi agraciada com o prémio “Criança Visionária” na 1ª Gala de Valorização de Capital Humano Africano. Rosa participou de diversas antologias, incluindo a 6ª edição da antologia “Entre o Sono e o Sonho”, lançada anualmente pela Chiado Editora.
No ano de 2015, foi selecionada para concluir uma formação de 2 anos na African Leadership Academy, uma instituição em Johannesburg que reúne as mentes jovens mais promissoras do continente no intuito de formar a próxima geração de líderes africanos. Além do curriculum de Liderança, Estudos Africanos e Escrita, Rosa focou a sua formação em Literatura Africana e Literatura Inglesa pelo Cambridge International A Levels.
Em Maio de 2020, Rosa Soares fundou a Academia de Escrita, uma academia online que visa capacitar e direcionar novos escritores lusófonos. Actualmente, Rosa Soares ministra um curso online de escrita criativa que já impactou mais de 100 alunos de Angola, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.


Lucas M. Carvalho (Brasil)

Lucas M. Carvalho é Policial Rodoviário Federal. Mestre em Teoria da Literatura/Literatura Comparada pela UERJ e pós-graduado em Latim e Filologia Românica, além de pianista formado pela Escola de Música Villa-Lobos. Escritor premiado, publicou 4 romances e inúmeros contos em antologias. Vencedor do Prêmio Barco a Vapor, 1º colocado do Pena de Ouro e finalista do Prêmio Off Flip de Literatura (paralelo à FLIP, em Paraty).


Gabriel Figueiraes (Brasil)

Apresentação duma figa:
Meditando na raiz duma figueira, o figo — de tão maduro — presenteou-se às mãos...
(Cá estou: Gabriel Figueiraes. Em documento, brasileiro; mas fruto de Pindorama. Em 2002, brotei azedo na selva-de-concreto paulistana. Apenas para amadurecer — em meio à ferida aberta da pandemia — com ferventes paixões à leitura e escrita: fosse prosa, verso, drama ou delírios disformes. Seguem minhas obras publicadas: “Flor de Caipora”, conto 1º colocado no Pena de Ouro; “Espelho D’Água” e “Relatório da Remoção”, Revista Uso, #5 e #6; “A Atrocidade”, Revista Uso Digital; “A Onda”, Off Flip; “Gato Preto”, Jornal Prédio 3 e Epopeia Podcast; e “A Tentação das Jabuticabas”, em coletânea de contos da Alemack.)
Reflito na dificuldade de uma apresentação que mergulhe além da superfície: Que há de ser eu? Ilusão duma figa!
Encaro o figo endedilhado, questiono: sou gente ou sou figo? A vontade mordisca melada. Arde docemente ser triturado pelas mandíbulas dentadas. Repartido aberto, lambido, chupado: delícia... Engolido: paz.
Desinteriorizadas, peles dissolvem. Qual limite? Só há um: sou somos. Habitamos.

Frutos do evento
— Alguns bons frutos que o Pena de Ouro já rendeu.

O primeiro vencedor:
Vencedor da categoria POEMA na primeira edição do Pena de Ouro, realizada em 2020, o português Sebastião Burnay passou a integrar o júri internacional dos finalistas em 2021 e já teve dois livros publicados pela Casa Brasileira de Livros — um terceiro será publicado ainda este ano e distribuído, em formato digital, aos inscritos nesta sexta edição.
Sebastião Burnay
Obras de Sebastião Burnay publicadas pela Casa Brasileira de Livros
O editor da Casa Brasileira de Livros juntamente com a embaixadora de Timor-Leste na memorável ocasião do lançamento de "Neon Timor", de Sebastião Burnay, em Lisboa, 2023.
O jovem
Gabriel Figueiraes
Mais jovem autor a vencer o Pena de Ouro, o brasileiro Gabriel Figueiraes também passou a fazer parte do corpo de jurados internacionais dos textos finalistas, e, recentemente, teve seu romance de estreia, "Testamento da Sumaúma", publicado pela Casa Brasileira de Livros.
"A história — ou 'estória', para sermos fiéis ao livro — de Esmeralda, Coralino e a Avó Sumaúma nos prende em vários níveis, desde a trama até a maneira como ela é contada: poesia em meio à prosa, prosa em meio à poesia, uma a serviço da outra e vice-versa, na unidade de uma obra mágica. Há várias passagens memoráveis: para quem gosta de marcar o que lê, aqui vai um prato cheio." (Cândido Luís Vasques)
Romance de estreia de Gabriel Figueiraes
Na ocasião de sua vitória, o conto de Gabriel agradou tanto a jurada Vera Duarte, uma das maiores vozes da literatura cabo-verdiana, que a fez tecer um comentário:
"Devo, contudo, acrescentar que o conto 'Flor de Caipora', a que atribuí a pontuação máxima, trata-se de um texto extraordinário que aborda de forma desassombrada as contradições da natureza humana, as suas patologias, as suas exacerbações, mas de onde emana, com voracidade, uma luminosa pulsão de vida. Por isso me sensibilizou particularmente." (Vera Duarte)
Vera Duarte, de Cabo Verde
A própria jurada Vera Duarte também teve um livro publicado pela Casa Brasileira de Livros, atestando a capacidade do Pena de Ouro de integrar a lusofonia. E não somente ela: o jurado cabo-verdiano de 2023, Arménio Vieira, primeiro Prêmio Camões de seu país, também teve uma obra disponibilizada pela Casa — "Safras de Um Triste Outono".
Obra de Vera Duarte que a Casa Brasileira de Livros trouxe para o público brasileiro
Livro de Arménio Vieira que a Casa Brasileira de Livros também trouxe para o Brasil
Homenagem a Arménio Vieira na ocasião dos seus 80 anos, quando "Safras de Um Triste Outono" foi lançado
Jorge Carlos Fonseca, então Presidente da República da Cabo Verde, esteve presente na homenagem a Arménio.
Jorge Carlos Fonseca
Essas são algumas realizações que só foram possíveis graças ao Pena de Ouro ou à ligação com a lusofonia que ele gerou à Casa Brasileira de Livros: são alguns dos tantos bons frutos do evento.
Sem contar os incomparáveis livros dos finalistas, geralmente publicados durante a edição seguinte do evento: livros que primam pela qualidade literária e são sempre um sucesso.
O editor da Casa Brasileira de Livros, Fernando Pellegrini Laste, presenteando a escritora Leticia Wierzchowski com um exemplar o livro dos finalistas na Feira do Livro de Venâncio Aires (RS). Leticia é autora de "A Casa das Sete Mulheres", romance que foi adaptado para a televisão pela Rede Globo em 2003. Foi jurada do Pena de Ouro nas primeiras edições.
Leticia e Fernando
Registro de quando o livro dos finalistas da edição de 2022 ficou no topo dos mais vendidos da categoria na Amazon em formato digital.
O livro digital dos finalistas sempre fica disponível na Amazon Internacional.
Encontros em um mundo tão desencontrado: outro fruto do Pena de Ouro.
Uma fotografia que capta a integração proporcionada pelo Pena de Ouro. Quatro pessoas, quatro nacionalidades lusófonas: encontro entre os jurados dos textos finalistas Sebastião Burnay (Portugal), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Orlando Piedade (São Tomé e Príncipe) e o editor Fernando Pellegrini Laste (Brasil). O encontro ocorreu em Lisboa, no ano de 2023. Ainda que o objetivo principal do Pena de Ouro seja o reconhecimento de autores, a integração da lusofonia também é um de seus objetivos.

Tony, Sebastião, Orlando e Fernando
Perguntas e Respostas
— Esclarecendo dúvidas frequentes.

1) O que é o Pena de Ouro?
Resposta: O Prémio Internacional Pena de Ouro é um concurso literário para contos, poemas e crônicas, que tem a intenção ser um instrumento de reconhecimento de autores ao mesmo tempo em que busca integrar toda a Lusofonia.
2) Já houve outras edições?
Resposta: Sim, o evento vem sendo realizado anualmente desde 2020.
3) Qual a periodicidade do Pena de Ouro?
Resposta: O Prémio Internacional Pena de Ouro é anual.
4) Quem pode participar?
Resposta: Qualquer pessoa que seja maior de idade e escreva em Língua Portuguesa. Menores de idade não podem participar.
5) Quais são as especificações dos textos?
Resposta: Em todas as categorias, o tema é livre. Na categoria CONTO, os textos podem ter entre 200 e 7500 palavras. Na categoria CRÔNICA, os textos devem ter entre 100 e 2000 palavras. Na categoria POEMA, os textos devem ter, no máximo, 350 palavras.
6) Devo colocar o título acima do corpo do texto?
Resposta: Não é necessário.
7) Há necessidade de ineditismo do meu texto?
Resposta: Não. A única exigência é que não haja contrato de exclusividade com terceiros.
8) Quem organiza o Pena de Ouro?
Resposta: A Casa Brasileira de Livros. A Casa Brasileira de Livros é uma editora que busca manter uma boa relação com os diversos países lusófonos, e já publicou grandes nomes, sejam brasileiros ou estrangeiros, tais como o poeta Carlos Nejar, imortal da Academia Brasileira de Letras, indicado ao Nobel de Literatura; Arménio Vieira, primeiro cabo-verdiano a vencer o Prêmio Camões (o maior da Língua Portuguesa); Elomar Figueira Mello, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos; Vera Duarte, uma das maiores vozes da poesia feminina de Cabo Verde; etc. Além de ter descoberto grandes escritores por meio dos seus eventos literários, como o português Sebastião Burnay e o brasileiro Gabriel Figueiraes.
9) Quem são os jurados convidados dos textos finalistas?
Resposta: A fim de fazermos uma avaliação consistente, convidamos jurados de vários países, com diferentes contextos sociais e culturais; diferentes estilos e diferentes histórias de vida. Todos unidos, entretanto, pelo fato de falarem a Língua Portuguesa e por se destacarem em seus trabalhos. Eles estão listados acima, nesta página.
10) Qual é a remuneração aos finalistas?
Resposta: Haverá uma remuneração em dinheiro pelos direitos autorais dos finalistas, conforme pode ser visto acima, nesta mesma página.
11) A Casa Brasileira de Livros tem alguma relação com a Câmara Brasileira do Livro (CBL)?
Resposta: A Casa Brasileira de Livros, como toda editora brasileira, se vale dos serviços da Câmara Brasileira do Livro (CBL), como, por exemplo, a emissão de ISBN, ou o registro autoral. Fora isso, não há qualquer relação ou vínculo institucional. Trata-se apenas de uma coincidência de iniciais.
12) Quanto é a taxa de inscrição?
Resposta: A taxa de inscrição é de R$ 137,90.
13) Por morar fora do Brasil, estou tendo problemas com o pagamento da inscrição, o que devo fazer?
Resposta: Entre em contato conosco.
Basta enviar um e-mail para atendimento@casabrasileiradelivros.com com o título “PROBLEMA – TAXA” (assim, em caixa alta) e buscaremos uma solução.
14) Sou funcionário público, posso participar?
Resposta: Sim, é claro! O Pena de Ouro não está vinculado a nenhuma instituição pública.
15) Qual é o prazo para se realizar a inscrição?
Resposta: As inscrições vão até as 23h59min do dia 12/10/2026.
16) Pode haver prorrogação das inscrições?
Resposta: Sempre deixamos a possibilidade de prorrogação do prazo de inscrições, mas é algo a ser evitado. Ela somente ocorrerá se for extremamente necessária no entendimento da organização. Na história do evento, a única prorrogação aconteceu na primeira edição, em 2020.
17) Posso me inscrever mais de uma vez?
Resposta: Sim, mas cada nova inscrição demanda um novo processo de inscrição, e, portanto, uma nova quitação de taxa.
18) Posso me inscrever em mais de uma categoria?
Resposta: Sim, porém cada texto demanda uma nova inscrição com uma nova taxa de inscrição.
19) O texto pode ser em coautoria (ter mais de um autor)?
Resposta: Não. A coautoria não será permitida nesta edição.
20) Como saberei se estou inscrito?
Resposta: Você receberá a confirmação via e-mail e também poderá conferir na área do usuário do Portal da Casa. Caso haja quaisquer dúvidas, basta entrar em contato com a organização para confirmar o status da sua inscrição.
21) Eu poderei ter um feedback do meu texto caso eu não seja selecionado?
Não, o Prémio Internacional Pena de Ouro é um concurso literário: ao inscrever-se, o autor está concorrendo em uma seleção literária e não está contratando um serviço de leitura crítica com feedback pormenorizado de seu texto. Por outro lado, não há nenhum impeditivo caso algum jurado teça comentários sobre um texto selecionado, como, por exemplo, este comentário tecido pela jurada caboverdiana Vera Duarte sobre o conto vencedor da edição de 2021, de Gabriel Figueiraes, autor que, após vencer, tornar-se-ia jurado na edição seguinte: Devo, contudo, acrescentar que o conto “Flor de Caipora”, a que atribuí a pontuação máxima, trata-se de um texto extraordinário que aborda de forma desassombrada as contradições da natureza humana, as suas patologias, as suas exacerbações, mas de onde emana, com voracidade, uma luminosa pulsão de vida. Por isso me sensibilizou particularmente.
22) “Prêmio” não se escreve com acento circunflexo?
Resposta: Desde a primeira edição, muitos brasileiros questionam isso. A verdade é que as duas grafias são corretas. Apesar da origem brasileira do Pena de Ouro, optou-se por contemplar, em algumas palavras, a grafia usada por outros países lusófonos, o que reforça o caráter internacional e integrador do prémio/prêmio.
Cronograma
— Não perca os prazos!
Início das inscrições:
20/07/2026
Término das inscrições:
12/10/2026
Divulgação do resultado:
08/01/2027

— Se possível, a divulgação do resultado será adiantada.
Taxa de inscrição:
R$ 137,90
Para realizar a sua inscrição, clique no botão abaixo e cadastre-se como usuário no Portal da Casa:




















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