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3º Prata da Casa | CONHEÇA OS SEMIFINALISTAS | Edgar Carvalho (Categoria Poema)

há 3 dias
1 min de leitura

SOBRE O AUTOR:


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O TEXTO:


Plúmbeo

Na urdidura do fado indecifrável,

Tocou meu breu a tua luz etérea.

Era o encontro, por lei inexorável,

Dando um sentido à forma e à matéria.


Mas o meu ser é de um peso telúrico,

Sombra de templos que o tempo consome.

Ante o pavor deste rito teúrgico,

Buscas a paz sob um brando renome.


Viste o gravame do arcano profundo,

E a mansuetude atraiu-te o desejo.

Eu, que decifro o invisível do mundo,

Não prendo o passo que em ti já prevejo.


Fico na margem, de olhar sideral,

Vendo o teu rumo na via serena.

O amor é o rito do meu próprio umbral,

Vasto na dor que em meu peito se ordena.

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